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Sobre mim
Sem Comentários E como era de se esperar, deu tudo errado. Eu só vi o que eu quis ver e, no fim das contas, não era nada do que eu tinha imaginado.
Mas de toda essa confusão eu pude perceber que meu relacionamento com Deus é muito bizarro. E começo a acreditar que ele realmente exista, com tantos sinais que ele me enviou.
Bom, agora que eu destrui tudo está na hora de começar a “consertar”. Sempre me saí muito bem consertando as coisas, é o que faço de melhor. Game over e mãos a obra…
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Sem Comentários Sabem… acho que a única pessoa por quem eu já senti amor verdadeiro, do jeito que os livros de história contam, foi pelo J.P.. Ele realmente marcou minha vida, pra sempre.
E às vezes, quando estou só ou triste, eu sinto ele perto de mim.
Nesse exato momento, estou ouvindo uma das últimas músicas que ele ouviu (e deixou gravada em mensagem no antigo MSN dele que ele logou horas antes de suicidar-se). “I was the Devil for one afternoon”.
Eu sinto falta dele. Eu sinto ele me chamar às vezes… E eu sempre respondo que “em breve”. Em breve a gente vai estar juntos, em breve eu vou atrás dele. Vou salvá-lo. Vou tirá-lo de onde quer que ele esteja. E que se dane se eu me prender também, juntos daremos um jeito de sair de lá… como nos velhos tempos, em que a gente ficava horas e horas conversando sobre tudo e sobre nada. Eu lembro dos vários planos que a gente fazia. Eu lembro de como a gente partilhava a mesma visão de mundo. Eu lembro de como era… sabe? Ter alguém que se parece tanto com você, que concorda com você, que vê as coisas do mesmo jeito que você vê, que odeia o que vc odeia e adora o que você adora. Eu lembro como era a sensação de ser o mestre e o escravo ao mesmo tempo.
Eu converso com ele ainda, embora agora ele não me responda mais. Eu sinto um leve calafrio e acho que ele me ouve. Talvez de algum lugar escuro, ele ainda possa ouvir minha voz. Quem sabe…
É engraçado. Sempre que estou muito mal, meu pensamento acaba se voltando à ele. Da mesma forma que acontecia quando eu era adolescente e me chateava com algo, era pra ele que eu ligava e ele dava um jeito de fazer eu me sentir melhor. Até que finalmente, a pessoa a fazer eu me sentir mal passou a ser ele e nós tomamos caminhos separados.
Queria poder voltar no tempo, queria nunca tê-lo deixado. Queria ter tentado conversar com ele quando o via pelas escadas da escola ou na lan house. Queria ter impedido que ele fosse embora aquele dia do acidente, queria ter falado mais com ele naquele evento ou naquele dia no shopping. Eu poderia salva-lo. Mas não fiz. Mas ainda posso corrigir meu erro, sei que se eu segui-lo, serei capaz de salva-lo. Estaremos juntos de novo, eu vou protege-lo e nada mais vai nos separar.
Em breve J.P., em breve…
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Sem Comentários O que posso dizer? Pra começar, o evento que eu esperava ontem a noite não aconteceu. E sinceramente já começo a me sentir idiota e desistir disso.
Essa manhã terminei meu namoro de quase 7 anos. O mais longo que já tive. E eu devo estar bem mal porque não consigo sentir nada.
Meu psiquiatra passou um remédio novo porque me recusei a voltar pro lítio. Ele achava que eu deveria tentar “consertar” meu namoro em vez de destruir… mas se em 7 anos de tentativa as coisas não deram certo, não darão agora também…
Todavia, vai ser dificil e complicado “apagar” 7 anos assim. Mas eu não gostava mais da pessoa da forma que eu deveria gostar… e sinceramente tenho uma enorme necessidade de novidades. Quero aproveitar a vida, quero viver, quero conhecer um pouco de tudo esse ano. Se eu pretendo morrer em breve, quero pelo menos compensar os 7 anos que perdi sendo uma pessoa comportada e certinha o tempo todo.
Preciso absorver novas personalidades. E comecárei agora…
Mas essa sensação de “liberdade” é engraçada. Eu sinto que não tenho mais nada a perder e se é assim, também não tenho mais nenhum pouco de medo de morrer.
Se eu me matar e for pro inferno, pro umbral ou qualquer lugar que seja, pelo menos eu vou ter, finalmente, razões pra acreditar em algo. Mesmo que seja através da “danação eterna”. Se eu morrer e simplesmente deixar de existir, bem, não vai mudar muita coisa. E será até melhor…
Não sei quando ou se voltarei a escrever aqui. Talvez eu já tenha morrido semana que vem, talvez mês que vem, talvez fim do ano. Quando eu decidir que já fiz tudo que eu tinha vontade de fazer, vou tomar um belo coquetel de remédios tarja preta e torcer pra morrer sem muita dor. Mas se doer, bem… já me acostumei.
Pra fechar esse post, a canção favorita do meu falecido avô e que significa muito pra mim, de várias maneiras:
Sobre mim
Sem Comentários Certo, eu já mencionei que larguei tudo e resolvi estudar teatro? Bom, eu fiz isso. E estou até que muito bem. É dificil ficar triste fazendo algo que você gosta.
Fiz novos amigos, todos pessoas bem interessantes, tenho me divertido e sorrido (o que é raro). Além, é claro, de desenvolver minhas habilidades cênicas.
Mas como sempre, eu tenho que estragar tudo de alguma forma, e é exatamente isso que tenho feito nos últimos dois dias. Tenho uma “coisa” na minha cabeça que não consigo tirar. É quase uma obssessão, mas de uma forma boa. O problema é que pra eu colocar essa “coisa” em prática, eu teria que abrir mão de muuuuuuuuuuuuuuuitas coisas e virar minha vida de ponta cabeça. Tudo que eu conheci e vivi nos últimos 7 anos evaporaria e eu teria que me acostumar a mudanças demais. E como todo portador de TPB, eu detesto mudanças e não lido bem com elas.
Jogar muitas coisas pro alto e tentar fazer teatro, tentar fazer o que eu gosto foi um grande passo. Mas estou pra dar um passo ainda maior, com muito mais consequências e muito mais sérias. E eu não sei o que fazer. Meu coração e minha mente estão dividos. Eu estou com muito medo. Eu tenho pavor do desconhecido e consequentemente, pavor de mudanças. Porque quando as coisas mudam eu não sei o que esperar. Eu perco meu terreno sólido, minha segurança e a sensação é péssima. Seria péssima pra qualquer um, mas para um(a) borderline, é muito pior. E essas mudanças ainda trazem uma grande ameaça de abandono, coisa que nós tememos acima de tudo.
Hoje passei a tarde com uma amiga. Uma pessoa que ajudei muito há um tempo atrás. Ela tentou me aconselhar mas, sinceramente, tudo que ela disse entrou por um ouvido e saiu pelo outro. Todavia, fiquei muito contente por ela pelo menos estar comigo, me fazendo companhia e se importando. Se eu tivesse passado o dia inteiro só acho que teria realmente surtado.
Ok, eu estou claramente em um episódio maníaco prolongado. E eu sei como resolver e tentarei resolve-lo esta madrugada, se tudo sair conforme planejado. E dessa resolução, podem surgir duas possibilidades: a primeira é que eu vou ter me desiludido novamente com alguém e me sentido idiota. A segunda é que eu vou realmente arriscar tudo que tenho e ver no que dá… e provavelmente vou me arrepender. Mas cansei. Cansei de toda essa mesmice, de toda essa inércia. Eu almejo mudanças ao mesmo tempo que as temo. Borderlines são pessoas realmente complicadas.
Eu queria poder contar à vocês direitinho o que se passa. Mas meu código pessoal de sigilo me proibe.
A questão é que, se existe um Deus, Ele tem me enviado muitos sinais nos últimos dois dias. Só não estou conseguindo interpretar com certeza a vontade Dele. Eu acho que Ele tem me apontado uma direção, mas posso ter me enganado.
Me disseram esses dias que eu posso ter desistido de Deus, mas que Ele certamente não desistiu de mim… espero que isso seja verdade.
Enfim, vou tentar controlar minha ansiedade nas próximas horas e esperar que um determinado evento que estou esperando, aconteça. Se não acontecer… well, vou tomar uma boa dose de benzodiazepínicos e dormir os próximos dois dias… ou melhor, dormir até amanhã. Acabei de lembrar que tenho consulta marcada com meu psiquiatra (após longos meses) amanhã de manhã e ainda tenho a aula de teatro, que tanto me alegra, a tarde.
Desejem muita merd* pra mim (coisas de teatro, pesquise sobre isso no google)!
Sobre mim
Sem Comentários É, eu sou uma pessoa muito perturbada. Esses meses sem meu psiquiatra e sem medicação correta surtiram efeito.
Acabei dando uma de Romeu e agora não sei o que fazer
Should I follow my heart or my mind?
Borderline Personality Disorder, Psicopatologia, Sobre mim
Sem Comentários Tenho que parar com as minhas obssessões repentinas. Vez ou outra cismo com alguém a ponto de parecer que somos melhores amigos há décadas quando a pessoa mal me conhece (sim, porque eu já investiguei a fundo a vida dela). Geralmente consigo controlar pra não assustar demais a pessoa, mas nem sempre…
Por falar nisso, cheguei a conclusão de que o Romeu era borderline (sim, o próprio Romeu que você está imaginando). Estava assistindo o filme essa tarde e vejam só:
Romeu começa o filme super deprimido por causa de uma tal Rosaline. Ele sofre e sofre por ela que não quer nada com ele e não consegue pensar em mais nada, mal dorme.
Daí, ele vai pra uma festa na casa dos Capuleto (e nessa versão da história, do filme de 1996, antes de ir, ele ainda usa substâncias ilícitas que o Mercutio dá pra ele) chegando lá, ele conhece Julieta, sem saber que ela era uma Capuleto (como vocês bem devem saber). E o que acontece? Ele se apaixona perdidamente por ela… assim de imediato, sem nem conhecer ela direito. Sem saber pra que time de futebol ela torce, se ela solta gases enquanto dorme, se ela tem mau hálito, se ela curte BDSM, enfim, ele não sabe absolutamente NADA sobre ela e ainda assim, transforma ela na nova razão de viver dele. Super valoriza ela… e quanto a Rosaline? Completamente desvalorizada agora, ele nem lembra mais que ela existe…
No dia seguinte, ele CASA com Julieta… que ele havia acabado de conhecer (instabilidade e grande intensidade nos relacionamentos afetivos). E passa a dedicar toda a vida dele pra ela, até que ele acha que ela morreu, aí pronto! O mundo dele acaba e o que ele faz? Se suicida…
Alguém aí reconheceu diversos sintomas de transtorno de personalidade borderline? o/